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Quando a morte chegou

  • Foto do escritor: MariaJosé EstevesSantos Rodrigues
    MariaJosé EstevesSantos Rodrigues
  • 5 de dez. de 2016
  • 1 min de leitura

"Certo dia, o discípulo de um sufi de Bagdade encontra-se sentado num canto de uma hospedaria quando ouviu duas pessoas conversarem. Por aquilo que conseguiu ouvir, percebeu que um deles era o Anjo da Morte.

-Tenho várias visitas a fazer na cidade durante as próximas 3 semanas - dizia o Anjo ao seu companheiro.

Aterrorizado, o discípulo tentou esconder-se até que aquelas duas personagens partissem. Então, apelando à sua inteligência para resolver este problema de como frustrar a visita do Anjo da Morte, concluiu que, caso se mantivesse longe de Bagdade, não seria vitimado. De imediato, resolveu alugar um cavalo veloz. Montou o animal e picando esporas cavalgou dia e noite, rumo à distante cidade de Samarkand.

Enquanto isso, já o Anjo da Morte se encontrava com o mesmo sufi e conversaram a respeito de várias pessoas:

-Por falar nisso, onde está aquele teu discípulo? - indagou a Morte.

-Deve estar em algum lugar da cidade, em contemplação, talvez numa hospedaria. -avançou o sufi.

-Que estranho... disse o Anjo da Morte. - Ele está na minha lista de visitas. Sim, está aqui: tenho de levá-lo dentro de 4 semanas, e nada mais nada menos que em Samarkand!"

(Fonte: Ma Deva Supriya Giftbook-Pequenas histórias...grandes Mestres)

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